A ucraniana Marta Kostyuk entrou em quadra na estreia em Roland Garros, neste domingo, abalada por bombardeios em seu país, que está em guerra com a Rússia, mas conseguiu avançar à segunda rodada ao vencer a espanhola Oksana Selekhmeteva por 2 sets a 0, com parciais de 6-2 e 6-3, em uma hora e 18 minutos.
“Estou incrivelmente orgulhosa de mim mesma hoje. Acho que foi um dos jogos mais difíceis da minha carreira. Esta manhã, a 100 metros da casa dos meus pais, o míssil destruiu o prédio. Foi uma manhã muito difícil. Eu não sabia como esse jogo ia acabar para mim. Não sabia como eu lidaria com isso. Passei parte da manhã chorando. Não quero falar de mim hoje. Estou muito feliz por estar na 2ª rodada, mas todos os meus pensamentos e todo o meu coração vão para o povo da Ucrânia hoje. Muito obrigada por virem. Slava Ucrânia”, afirmou a tenista.
Cabeça de chave número 15 do torneio, Marta Kostyuk vai enfrentar na segunda rodada a americana Katie Volynets, que venceu a francesa Clara Burel por 2 sets a 0, com parciais de 6-3 e 6-1.
Uma das principais vozes no mundo do tênis contra a guerra entre Ucrânia e Rússica, Kostyuk agradeceu pelo apoio dos compatriotas e afirmou que eles são a inspiração para ela seguir jogando no circuito.
“Porque acho que é importante continuar. Meu maior exemplo é o povo ucraniano. Acordei esta manhã e olhei para todas essas pessoas que acordaram e continuaram vivendo suas vidas, continuaram ajudando pessoas que precisam. Eu sabia que haveria muitas bandeiras ucranianas aqui hoje e que muitas pessoas ucranianas viriam e apoiariam. Meus amigos da Ucrânia também vieram. Muito feliz por tê-los aqui”, afirmou.