Depois de encerrar a caminhada no College no ano passado, a tenista brasileira Marjorie Souza, de 22 anos, intensificou a caminhada no tênis profissional e já deu um salto de quase 400 posições no ranking da WTA entre março e junho deste ano.
Em março, Marjorie Souza estava na 1349ª colocação no ranking quando os resultados começaram a aparecer. Ela furou o quali de um ITF W15 de Santiago e chegou nas quartas de final em outro, furou o quali do W35 de Junin, na Argentina, foi vice-campeã do Aberto de Brasília (W35) e chegou nas oitavas do W35 de Cuiabá e do W15 de Luque, no Paraguai.
“Esse é o melhor momento da minha carreira até agora. Eu acho que tudo isso vem pelo trabalho feito na Rede Tênis, com meu técnico João (Rodrigues) e a preparação física de lá. Eu fiz faculdade nos Estados Unidos, me formei em setembro do ano passado e comecei a treinar na Rede Tênis em outubro. Cheguei fora de ritmo e a preparação física me ajudou muito. Os resultados estão vindo agora”, afirmou a tenista, em entrevista ao DIÁRIO DO TÊNIS.
Com os resultados dos últimos meses, Marjorie Souza subiu para a 951ª posição no ranking da WTA divulgado nesta segunda. Nesta semana, ela busca subir ainda mais na disputa do ITF W35 de Assunção, no Paraguai, e tem uma estreia complicada contra a cabeça de chave número dois, a argentina Justina Daniele.
“Daqui a pouco vai começar uma gira de torneios no Brasil e vou tentar ir o melhor possível. Tentar aproveitar ao máximo esses torneios. Tenho algumas metas de pontos de quanto fazer nesses torneios e, por enquanto, esse é o nosso plano”, afirmou.
A próxima meta de Marjorie Souza e ficar entre as 900 primeiras do ranking, que não parece tão distante neste momento. Por isso, ela acredita que a ida ao College foi fundamental na carreira.
“O College foi muito bom para mim, foi a decisão que eu tinha que tomar. Quando eu fui, eu peguei dois anos de pandemia. Aqui no Brasil não tinha quase nada de torneio no profissional. Ir para o College me ajudou a continuar jogando tênis e a não pesar no bolso dos meus pais porque eu tinha bolsa 100%. O plano sempre foi esse, de ir para lá, continuar treinando e voltar formada para tentar o profissional. Foi uma experiência muito boa”, afirmou Marjorie.