Em uma semana dos sonhos, o argentino Marco Trungelliti fez história neste sábado no ATP 250 de Marraquexe, no Marrocos. O tenista, de 36 anos, venceu o italiano Luciano Darderi, cabeça de chave número 1, por 2 sets a 0, com parciais de 6-4 e 7-6 (7-2), em duas horas e dez minutos.
O argentino, que saiu do quali e já tinha se tornado o jogador mais velho a entrar pela primeira vez no Top-100 do ranking, se tornou o mais velho estreante em finais de torneios da ATP.
“Chegar ao Top 100 era um grande objetivo praticamente desde o início da minha carreira. Sinto que nos últimos dois anos tenho me aproximado cada vez mais, tanto em termos de nível quanto mentalmente. Fisicamente, tenho estado muito melhor do que em toda a minha vida, o que ajuda bastante. É incrível”, afirmou o tenista.
Aos 36 anos, Trungelliti competiu pela primeira vez no qualifying de um torneio ATP em 2009, em Buenos Aires, e estreou na chave principal em Umag, em 2012, mesmo ano em que entrou pela primeira vez no Top 200. Ele tinha alcançado anteriormente o 112º lugar em 2019, sua melhor posição na carreira. No live ranking, ele já está subindo para a 75ª posição, um salto de 171 colocações.
O recorde anterior a Trungelliti, desde 1975, pertencia a Daniel Muñoz de la Nava, que entrou no Top 100 pela primeira vez em agosto de 2015, aos 33 anos e 214 dias. Victor Estrella Burgos também alcançou essa marca pela primeira vez em março de 2014, aos 33 anos e 213 dias.
Ao chegar às semifinais em Marraquexe, 402 semanas depois de sua estreia em um torneio ATP em Umag, Trungelliti igualou o recorde de Andreas Vinciguerra de maior intervalo entre semifinais.
Trungeliti tem obtido sucesso em torneios ATP Challenger, onde disputou 492 partidas e conquistou sete títulos, o que demonstra a perseverança por trás de sua ascensão ao Top 100.
“A resiliência que eu tive e a crença que todos nós, incluindo minha equipe, tivemos, são importantes. Agradeço ao meu fisioterapeuta, meu treinador, meu preparador físico, minha esposa, meu filho e meu psicólogo. Todos nós acreditávamos que era possível. Quando olhei para trás e vi os torneios que joguei, pensei que estava louco, mas agora valeu a pena. Estar no Top 100 é ótimo e valeu a pena, mas acho que ainda tenho muito a percorrer”, afirmou o argentino.
Na final, Trungelliti vai enfrentar o vencedor do confronto entre o compatriota Camilo Ugo Carabelli e o jovem espanhol Rafael Jodar.