Por Guilherme Gomes, especial para o Diário do Tênis
Quase duas décadas depois de entrar em quadra no Brasil Open de 2008 para jogar ao lado de Gustavo Kuerten na despedida de Guga das quadras, o brasileiro André Baran busca nesta semana mais um feito marcante, só que agora no beach tennis. Bicampeão do Sand Series do Aruba Open, ele luta pelo tri seguido nesta que é uma das principais etapas do circuito mundial.
De promessa do tênis de quadra, em que era treinado por Larri Passos, mesmo técnico de Guga, Baran, agora com 34 anos, tornou-se top 3 do ranking mundial de beach tennis. Ao lado do também brasileiro Felipe Loch, ele já está nas oitavas de final do torneio de duplas masculinas. Os dois bateram Federico Galleazi e Daniel Schmitt por 2 a 0 (6/1 e 6/2). Nas oitavas, enfrentarão o italiano Luca Cramarossa e o arubenho Aksel Samardzic.
“Desde que comecei a jogar profissionalmente, sempre foi um dos meus sonhos disputar o Sand Series de Aruba. Agora, ter a possibilidade de conquistar o terceiro título aqui me motiva muito. Aruba tornou-se um dos principais torneios do calendário e estamos com boa expectativa”, afirma Baran.
Além da taça, a dupla brasileira também quer o prêmio de US$ 17 mil (cerca de R$ 90 mil) destinados aos campeões. Neste ano, o Aruba Open distribuirá uma premiação recorde de US$ 125 mil (cerca de R$ 660 mil).
Disputada na paradisíaca praia de Bushiri, a competição é também a última da temporada Sand Series, representando a chance derradeira para os atletas somarem pontos e garantirem classificação para o Tour Finals, que reunirá as melhores duplas do mundo em Brasília, de 29 de novembro a 6 de dezembro.
O Brasil, como de costume, chega como uma das grandes forças, com dezenas de atletas entre profissionais e amadores. A força do país se reflete nos rankings: são quatro atletas brasileiros no top-10 masculino e três no feminino.
“É um orgulho para nossa ilha chegar a esse patamar, com a maior premiação de todo o circuito. Isso reflete o crescimento que tivemos ao longo dos anos, saindo de um torneio local para uma etapa global, que se transformou em evento do calendário mundial”, diz Marc Kiezebrink, diretor do Aruba Open.