Poucos jogadores carregaram as esperanças de uma nação tenística como Kei Nishikori. Por quase duas décadas, o astro japonês foi presença constante nos maiores palcos do circuito ATP, abrindo novos caminhos para o tênis asiático e construindo uma reputação como um dos competidores mais ferozes de sua geração.
Ele foi o primeiro japonês a entrar no Top 10 do ranking da ATP e o primeiro asiático a chegar a uma final de Grand Slam em simples, além de quebrar um jejum de quase um século ao conquistar uma medalha olímpica para o Japão.
Nesta quinta, a carreira de Kei Nishikori chegou ao fim. Aos 36 anos, ele se despediu das quadras em casa, no ATP de Tóquio, que ele venceu em 2012 e 2014, com uma derrota por 2 sets a 0 para o americano Frances Tiafoe, com um duplo 6-4, em uma hora e 14 minutos de partida.
“Jogar no Japão sempre foi um momento especial para mim. Gostaria de ter tido uma atuação um pouco mais convincente desta vez, mas estou feliz por ter lutado até o fim. Tenho orgulho de nunca ter desistido”, afirmou.
Ao longo de sua carreira, Nishikori conquistou 12 títulos da ATP e alcançou outras 15 finais, incluindo quatro no nível ATP Masters 1000. Ele se classificou para o ATP Finals quatro vezes e chegou às semifinais duas vezes. No total, venceu 452 partidas em torneios da ATP.
Em março de 2015, Nishikori alcançou o melhor ranking da carreira, o 4º lugar no mundo, a posição mais alta já alcançada por um homem asiático. Ele terminou duas temporadas entre os 5 melhores do ranking da ATP e outras duas entre os 10 melhores.
“Muitas pessoas acompanham o tênis por causa dele. Ele é um superstar. Em 2014, eu ainda era jovem e assistia ao Kei jogar um torneio incrível (no US Open). Sinceramente, cresci assistindo-o jogar, e ele foi meu ídolo a vida toda”, afirmou Rei Sakamoto, uma das promessas do tênis japonês.