Após a derrota para Aryna Sabalenka na final do WTA 500 de Brisbane, a ucraniana Marta Kostyuk arrancou aplausos das arquibancadas ao fazer um depoimento emocionante sobre a situação do seu país, que enfrenta uma guerra contra a Rússia desde 2022.
“Quero dizer algumas palavras sobre a Ucrânia. Jogo todos os dias com dor no coração. Na Ucrânia, milhares de pessoas estão sem eletricidade e água quente neste momento. Está fazendo -20 graus lá fora, e é muito, muito doloroso viver nessa realidade todos os dias. Sabe, está muito quente aqui em Brisbane, então é difícil de imaginar. Mas minha irmã está dormindo com três cobertores porque está muito frio em casa. Fiquei extremamente emocionada e feliz em ver tantos fãs ucranianos aqui esta semana. Muito obrigada a todos”, afirmou a tenista.
Como já é de costume no circuito, não houve o tradicional aperto de mãos entre as duas tenistas após a partida, nem a foto tradicional com elas lado a lado. As ucranianas se recusam a apertas as mãos de tenistas da Rússia ou da Bielorrússia, que é o caso de Sabalenka.
Em entrevista coletiva após a partida, a número 1 do mundo afirmou que evita pensar na situação e foca apenas em jogar o melhor tênis que pode.
“Bem, é a posição delas. O que posso fazer? Não me importo. Não me interessa. Quando entro em quadra, tudo se resume a tênis e esporte. Quando entro em quadra, penso no meu tênis e nas coisas que preciso fazer para conseguir a vitória. Não importa se a adversária é Marta Kostyuk ou Jessica Pegula. Eu ainda entro em quadra, dou o meu melhor e luto pelo troféu. Não tenho nada a provar”, afirmou Sabalenka.