Quem é Elena Rybakina, a nova número 1 do tênis feminino

Elena Rybakina avançou às semifinais do US Open com uma vitória sobre Qinwen Zgeng e será a nova número 1 do mundo.
Elena Rybakina é a atual campeã do WTA Finals (Crédito: @wta)

Da infância em Moscou à consagração com a bandeira do Cazaquistão, Elena Rybakina construiu uma carreira marcada por títulos de Grand Slam, um dos saques mais temidos do circuito e uma personalidade discreta. Aos 27 anos, ela vive o momento mais importante de sua trajetória.

Nesta quarta, a tenista venceu a chinesa Qinwen Zheng por 2 sets a 1, avançou às semifinais do US Open e garantiu a primeira colocação do ranking da WTA.

Elena Rybakina não é uma tenista que precisa falar alto para chamar atenção. Dentro da quadra, porém, sua presença é impossível de ignorar. Alta, precisa e dona de um dos saques mais poderosos do circuito feminino, a cazaque transformou a combinação entre potência e frieza em sua principal identidade.

Nascida em Moscou, em 1999, Rybakina começou sua trajetória esportiva na Rússia, mas passou a representar o Cazaquistão em 2018. A mudança foi decisiva para sua carreira profissional e abriu caminho para que o país passasse a ter uma das principais jogadoras do mundo.

A consagração internacional veio em 2022. Naquele ano, Rybakina conquistou o primeiro título de Grand Slam no templo sagrado de Wimbledon, derrotando a tunisiana Ons Jabeur na decisão. O triunfo colocou definitivamente seu nome entre as grandes forças do tênis feminino.

Quatro anos depois, a cazaque acrescentou outro capítulo importante à carreira. Em 2026, venceu o Australian Open e conquistou seu segundo Grand Slam. O título em Melbourne consolidou uma evolução que já vinha sendo percebida nos principais torneios do circuito.

Uma jogadora construída na força

O tênis de Rybakina tem uma característica que salta aos olhos: a potência. Seu saque é uma de suas principais armas. Ela consegue produzir velocidade, precisão e variações que dificultam a resposta das adversárias. Quando o primeiro serviço funciona, Rybakina frequentemente assume o controle do ponto desde a primeira bola.

Mas reduzir seu jogo à força seria um erro. A cazaque também se destaca pela profundidade dos golpes de fundo de quadra e pela capacidade de atacar sem desperdiçar movimentos.

Sua postura é igualmente marcante. Rybakina costuma demonstrar poucas emoções durante as partidas. Mesmo em momentos de pressão, mantém uma expressão serena, comportamento que contrasta com a intensidade de seu tênis.

A relação com o Cazaquistão

Embora tenha nascido na Rússia, Rybakina escolheu representar o Cazaquistão a partir de 2018. A decisão mudou o rumo de sua carreira e fez dela o principal nome do tênis feminino do país.

A bandeira cazaque passou a acompanhá-la nos maiores palcos do esporte mundial. Wimbledon, Australian Open e os grandes torneios da WTA se transformaram em vitrines para uma jogadora que, pouco a pouco, deixou de ser uma promessa para se tornar protagonista.

Sua ascensão também ajudou a colocar o Cazaquistão em uma posição de maior destaque no mapa do tênis internacional.

O salto para a elite

Rybakina já havia demonstrado seu potencial antes de conquistar Wimbledon. Em 2020, por exemplo, chegou à final de Dubai e entrou no grupo das jogadoras mais promissoras da nova geração.

Depois do título em Wimbledon, entretanto, o patamar mudou.

Ela passou a enfrentar as principais jogadoras do circuito com a expectativa de quem já pertence à elite. Vieram grandes campanhas em torneios importantes, incluindo o Australian Open de 2023, quando alcançou a final.

A derrota para Aryna Sabalenka naquela decisão não diminuiu sua trajetória. Pelo contrário: consolidou uma rivalidade que continuaria a ganhar importância nos anos seguintes.

Rybakina x Sabalenka: uma rivalidade que define uma era

Poucos confrontos simbolizam melhor a nova geração do tênis feminino do que Rybakina contra Sabalenka.

As duas possuem características agressivas e estão entre as jogadoras que mais conseguem transformar o saque e a primeira bola em armas decisivas. Ao mesmo tempo, desenvolveram uma rivalidade esportiva baseada em partidas de alto nível e disputas por títulos importantes.

No ano passado, Rybakina conquistou o título do WTA Finals com uma vitória justamente sonre Sabalenka.

Em 2026, essa rivalidade ganhou uma nova dimensão.

Sabalenka chegou ao US Open como número 1 do mundo, enquanto Rybakina ocupava a segunda posição. Depois de avançar às quartas de final sem perder um set, a cazaque teve trabalho, mas venceu Qinwen Zheng por 2 sets a 1 e avançou às semifinais, que era suficiente para ela assumir a liderança do ranking.

Um retorno marcado pela superação

A campanha em Nova York ganhou ainda mais peso porque Rybakina chegou ao torneio cercada de dúvidas sobre sua condição física. Ela havia abandonado sua partida contra Iga Swiatek em Cincinnati, em agosto, por causa de uma lesão no tornozelo. Até pouco antes do US Open, a própria jogadora não tinha certeza se conseguiria competir.

Em Nova York, porém, a resposta veio dentro da quadra. Rybakina avançou rodada após rodada sem perder um set. Nas oitavas de final, derrotou Naomi Osaka por 6-1 e 6-4 em apenas 66 minutos e alcançou pela primeira vez as quartas de final do US Open.

Mais do que uma potência

A história de Rybakina também é a de uma jogadora que aprendeu a conviver com expectativas cada vez maiores. Ela não possui o perfil exuberante de algumas de suas principais rivais. Sua imagem é marcada pela discrição, pela objetividade nas entrevistas e pela concentração durante os jogos.

Talvez seja justamente essa característica que torne sua trajetória tão particular. Rybakina não construiu sua carreira baseada em grandes discursos. Construiu-a com resultados.

Wimbledon mostrou que ela poderia conquistar um Grand Slam. O Australian Open confirmou sua capacidade de repetir o feito. E a campanha de 2026 mostra que o próximo passo pode ser ainda maior.

Tags: elena rybakinaRanking da WTAUS OPen

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