Após College, Lucas Andrade foca no profissional para mostrar que não é apenas um ‘servebot’

Após College, Lucas Andrade foca no profissional para mostrar que não é apenas um 'servebot'
Lucas Andrade disputa o Santos Brasil Tennis Classic (Crédito: João Pires/Fotojump)

No primeiro ano após a passagem pelo College, nos Estados Unidos, Lucas Andrade está focado na carreira profissional e pretende mostrar que não é apenas um “servebot”. Na próxima semana, o tenista defende o título do Santos Brasil Tennis Classic, no Clube Pinheiros, em São Paulo.

Nas últimas semanas, Lucas Andrade superou o quali em três torneios Challengers. Em Piracicaba, conquistou a primeira vitória em torneios dessa categoria e foi eliminado apenas pelo campeão Thiago Wild, nas oitavas. Em Quito, parou na primeira rodada diante de Felipe Meligeni, mas deu o troco no compatriota em Bogotá e chegou nas quartas de final do torneio.

“Fico feliz pelos resultados que tive. Eles mostram que o trabalho está no caminho certo e me deram confiança. Mas, ao mesmo tempo, sei que ainda tenho muito para evoluir e quero conquistar muito mais do que isso. Meu objetivo é seguir treinando forte, manter uma boa sequência de torneios e continuar subindo no ranking. Quero terminar o ano em uma posição melhor que a atual. Mais do que pensar em um número específico, meu foco é evoluir como jogador e me consolidar cada vez mais no circuito profissional e em torneios maiores”, afirmou o tenista, atual número 663 do ranking da ATP.

Lucas Andrade começou a jogar tênis aos quatro anos, do lado da sua casa, no Tênis Clube de Santos, com os pais vendo os treinos da varanda do apartamento. Lá ele começou a disputar os torneios, defendeu a Seleção Brasileira em torneios da COSAT e foi para a Califórnia, nos Estados Unidos, para fazer high school. A experiência abriu portas para o tênis universitário e ele fez parte da equipe da Universidade da Carolina do Sul.

“Representou uma fase muito importante da minha vida. O College me deu a oportunidade de evoluir como atleta e também como pessoa. Aprendi a lidar com uma rotina intensa de treinos, competições e estudos, conheci pessoas de diferentes lugares e amadureci bastante. Saio dessa experiência muito grato e com a sensação de que ela me preparou para dar esse passo rumo ao circuito profissional”, afirmou.

No ano passado, o brasileiro ficou entre os 20 melhores do ranking final de simples da ITA e, com isso, terá direito aos benefícios do programa de aceleração da ATP. A partir deste mês, Lucas Andrade terá direito a oito convites para os qualis de Challengers 50 e 75 por um período de 12 meses.

“É uma oportunidade importante e que pode fazer a diferença no início da carreira profissional”, afirmou o tenista, que ainda não precisou usar o benefício.

Lucas Andrade tem o saque como uma grande arma. Na vitória sobre Felipe Meligeni no Challenger de Bogotá, ele conseguiu 20 aces. Ele já foi chamado de “servebot” algumas vezes, mas pretende mostrar que tem outros recursos no jogo.

“O saque é realmente uma das armas do meu jogo e fico feliz por ele fazer a diferença em momentos importantes das partidas. No College, como as quadras eram rápidas, acabei desenvolvendo bastante um estilo de jogo com saque e voleio. É uma característica que gosto de levar para dentro de quadra e que combina com o meu jeito de jogar, mas eu sei que no tênis de hoje só um bom saque não é suficiente. Por isso, sigo treinando os outros aspectos do meu jogo para me tornar um jogador cada vez mais completo”, afirmou Lucas, que tem como ídolos Roger Federer e Gustavo Kuerten.

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